A MAÇONARIA E A FAMÍLIA (*)

PREÂMBULO
O LAR DO MAÇOM
A universalidade de nossa instituição começa dentro de nossas próprias casas, no âmbito do nosso convívio familiar, o qual está alicerçado em três fortes colunas: PAI, MÃE e FILHOS.
O lar maçônico tem o comprimento do amor entre os pais; a largura da obediência e ternura dos filhos; e a altura da moral que é semeada em seu seio e que norteará o seu desenvolvimento.
A casa do Maçom é a sua oficina do cotidiano, para onde ele oferece as primeiras e todas as demais provas e onde o seu avental simboliza o seu suor; o malho a sua inteligência; o cinzel as suas próprias mãos.
Enquanto esposo, que use o Maçom de toda a simbologia da orla denteada, cultivando a união e harmonia no seu lar. Enquanto pai, seus instrumentos para criar e educar seus filhos, outros não sejam senão o esquadro, o nível e o prumo.
Espelhando-se no esquadro, o pai que ama a sua família, será um exemplo de conduta que deverá legar aos seus filhos, e de respeito que devotará à sua esposa.
Cultivando a simbologia do nível, este prevalecerá sobre aqueles que serão a sua continuidade, pois, em essência, pais e filhos são iguais, devendo haver uma aura de respeito entre eles.
Manejando o prumo da prudência e o da tolerância, saberão os Pais sempre compreender a personalidade de cada filho, oferecendo-lhes espaços para que evoluam naturalmente e orientando-os nesses conceitos de virtudes tão importantes para a vida, principalmente para os reais sentimentos de justiça.
Nossas famílias esperam muito de nós! Façamos jus ao nosso avental de Maçom, principalmente honrando-o dentro dos nossos próprios lares!
O papel da família é um tema que, por sua capital importância, jamais perde a atualidade. É a este respeito que alinho os pensamentos que se seguem.
Diz a Constituição Brasileira:
Art. 226 - A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
Já a Constituição do Grande Oriente do Brasil assim dispõe:
Art. 1º - A Maçonaria é uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica, progressista e evolucionista. Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. Seus fins supremos são: LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE. Além disso:
......................................................................................................
VII - sustenta que os Maçons têm os seguintes deveres essenciais: amor à família , fidelidade e devotamento à Pátria e obediência à lei.
E a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão assim preceitua:
Art. XVI - ........................................................................
§ 2° - A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.
Pelo enunciado dos dispositivos supra referenciados, podemos dizer, de forma preambular, que a Família é, para a Maçonaria, a célula mater da humanidade. Quem não tem condições morais de ser um bom chefe de família não deve ser Maçom. Quando não se devota ao Lar, quando não se preocupa com a família, o Maçom é considerado um traidor, porque está transgredindo os compromissos que fez, renegando, portanto, os sagrados compromissos assumidos.
Neste estágio da humanidade, onde se assiste em todo mundo movimentos grandiosos em defesa da família, uma vez que esta sagrada instituição está ameaçada, cabe ao Maçom dar o exemplo preservando a sua, não apenas na aparência mas, na realidade, amando e respeitando esposa e filhos, dando-lhes todo o apoio material e espiritual de que precisam, constituindo-se, assim, vetor de harmonia no lar. Tais fatores só são alcançados por aqueles que, mesmo não pertencendo a nenhuma Ordem, têm Deus dentro de si.
A FAMÍLIA
Na maioria das sociedades modernas, o conceito de família designa o grupo constituído por marido, mulher e filhos. Esse grupo geralmente forma uma unidade doméstica, cooperando economicamente na manutenção do lar, estando seus membros ligados por fortes laços afetivos. Nesse esquema, as pessoas casadas participam de duas famílias: aquela onde nasceram, ou seja, a família de origem, e aquela que constituíram ao casar, ou seja, a família de procriação. Como as famílias se relacionam desse modo, umas com as outras através do parentesco, o significado do termo família freqüentemente é usado para abranger todos os parentes próximos.
A organização da família, tal como ocorre nas sociedades humanas, está baseada no reconhecimento e diferenciação de três tipos básicos de relações sociais: as de descendência (entre pais e filhos); as de consangüinidade, criadas entre pessoas que possuem ascendentes comuns, como irmãos; e as decorrentes de relações de afinidade, determinadas pelo casamento, envolvendo marido e mulher, sogro, sogra, nora, etc.
A família poligâmica só aparece em sociedades que permitem casamento plural. A família poligâmica pode assumir teoricamente três formas: família poligâmica - composta de um homem suas mulheres e seus filhos; família poliândrica - composta de uma mulher, seus maridos e seus filhos; e a família formada pelo casamento grupal, abarcando várias mulheres e vários homens ao mesmo tempo. Na tradição ocidental, e porque não dizer na latina, a noção mais generalizada de família está predominantemente ligada a idéia de um casal e seus filhos, isto é, a família nuclear.
No entanto, dados colhidos pela antropologia, no estudo dos mais diversos grupos humanos, serviram para mostrar que os conceitos de parentesco não são os mesmos em todas as sociedades.
A família é um grupo social caracterizado por residência comum, cooperação econômica e reprodutiva. Atribui-se à família quatro funções fundamentais: a sexual, a econômica, a reprodutiva e a educacional. Tem-se que a primeira (sexual) e a terceira (reprodutiva) são importantes para a manutenção da própria sociedade, a segunda (econômica) para manutenção da vida, e a quarta (educacional) para manutenção da cultura.
Do ponto de vista jurídico, e em sua mais ampla acepção, a família compreende as pessoas unidas pelo casamento, as provenientes dessa união, as que descendem de um tronco ancestral comum e as vinculadas por adoção. Em sentido restrito, família corresponde apenas aos cônjuges e aos filhos.
A família brasileira goza de legislação própria pelo casamento, até a sua dissolução, seja pela morte de um dos cônjuges ou pela separação ou divórcio.
Dentre outros compromissos decorrentes da união do casal, predominam as juras de amor e promessa de fidelidade, isto é, deveriam predominar, uma vez que foram juradas.
Família, expressão que facilmente se confunde, haja vista que temos por hábito dizer: a família militar, a família esportista, a família maçônica, etc. Até para a fauna e a flora costuma-se usar o termo família para qualificar espécies.
Em face da complexa e extensa literatura existente sobre a família, é necessário que nos arredemos dela, para iniciarmos alguns conceitos que julgamos devam ser abordados nesta apresentação.
O homem hodierno, diante do extraordinário avanço da ciência, da tecnologia, e em razão das suas ocupações de ordem profissionais, está sendo, por estas, quase que absorvido totalmente, reduzindo, desta forma, o seu tempo e o espaço para os afazeres e convívio familiares.
Por outro lado, a mulher, outrora quase que exclusivamente a rainha do lar , vem assumindo posições perante o âmbito da sociedade, as quais antes pertenciam, tão-somente, ao homem. Assim, hoje, temos a mulher piloto, astronauta, motorista, médica, enfermeira, magistrada, aviadora, advogada, catedrática, política, governadora, prefeita, soldado, boxer, futebolista, etc., e por isso, menos dona do lar, como no passado.
Entendemos que a participação da mulher no desenvolvimento sócio-político - econômico - científico ­e cultural da humanidade, é uma questão de justiça que já se faz um pouco tardia, libertando-a, desta forma, da situação em que permanecera por centenas e centenas de anos, tida como objeto de prazer, de beleza, de graça, de serventia doméstica e de procriação, meramente.
Há, entretanto, que se considerar que, em razão do avanço da mulher para o exercício pleno de todas as suas faculdades, tornou-se quase que obrigatório o seu distanciamento dos afazeres do lar e, conseqüentemente, dos filhos, os quais já não contavam muito com a proximidade do pai, este absorvido pelos deveres profissionais. Em virtude de tais situações, a criação e a educação dos filhos têm sido relegadas aos cuidados de terceiros, senão totalmente, mas quase na totalidade dos casos, decorrendo-se, então, a “separação”, ainda que momentânea, entre pais e filhos.
Após estas considerações sucintas, cabe-me perguntar: E A JUVENTUDE PARA ONDE VAI?
Resposta um tanto difícil, haja vista que muitos não se dão, sequer, ao trabalho de pensar nela. Porém, se quisermos pensar num futuro promissor para as próximas gerações, urge que todos os segmentos úteis da sociedade invistam na formação do jovem, mesmo porque, este jovem de hoje deverá ser o formador da família do amanhã, inclusive maçônica.
Daí indagar: Como chamar o jovem sem família, o delinqüente, o sem teto para esse mister? Seria a família dos marginais? A família dos meninos de rua? A família dos sem teto? A família dos drogados? A família dos delinqüentes? É sabido, que, pelo compromisso assumido, quando da Iniciação o Maçom compromete-se a pôr em prática a lei da solidariedade humana, proteger os fracos, e praticar a Justiça. Dessa forma, ignorar o sofrimento alheio é ato desvirtuoso do ponto de vista maçônico, afinal, em cada esmola que nega, um pobre se afasta mais triste.
A degeneração do que realmente significa o substantivo feminino FAMÍLIA, agride com violência impiedosa esta instituição, a qual nós maçons defendemos como sendo a célula principal para a formação da sociedade e a base para as futuras gerações.
A contribuir para com o esfacelamento e a degeneração na formação do jovem estão, entre outros, lamentavelmente, os meios de comunicação, os quais transmitem os mais sórdidos costumes que as camadas mais baixas da sociedade têm por hábito exercitá-los constantemente. Hoje, já se tornou quase que impossível a presença de pais e filhos diante de determinados programas televisivos, ante a inescrupulosa predominância da imoralidade. Longe de qualquer insinuação ou apologia ao puritanismo, mas há que se pensar urgentemente, e de preferência em voz alta, de por um basta em toda essa situação.
CASAMENTO
Vale à pena casar-se?
É sabido que o casamento tem por objetivo a união de duas pessoas, de sexos opostos, que dizem ou que pressupõem amarem-se. A cada casamento é uma nova família que nasce almejando ter a sua prole, prosperar e ser feliz.
Chama-nos atenção que, pela legislação civil atual, são assegurados direitos de sucessão para os concubinas e amásios, companheiros etc. Vejo, neste caso, simplesmente como oficializada a amasia no País.
Receio muito que A INSTITUIÇÃO CASAMENTO encontre-se em estado pré-falimentar, ante o aviltamento dos seus reais fundamentos e objetivos e pelo vilipêndio diante do CASA-E-DESCASA encenada pelas novelas e meios artísticos assistidos e consagrados no país, cujos comportamentos, além de contribuírem para debilitar a (já frágil) união matrimonial, conseguem o seu grande objetivo, qual seja o de induzir o jovem à promiscuidade sexual e ao descaso total pela formação futura de uma família nos moldes tradicionais, éticos e morais.
O ANIQUILAMENTO DA FAMÍLIA
O aniquilamento da família não tem como causa principal a separação dos pais, o adultério, ou porque os pais exercem atividades extra lar , somente. Não! Vejo como uma das causas principais a degeneração moral do jovem, causada pelo abandono, pela prostituição juvenil e do adolescente, pelo tráfico e uso das drogas, pela delinqüência, pela fome, pela miséria, pelo desemprego e analfabetismo.
Um jovem saudável, bem higienizado, alimentado regularmente, com casa para morar, com escola para freqüentar, com profissão e emprego, vestido e calçado e com o carinho familiar, usará de todas as suas faculdades, sendo útil a si e à sociedade.
Ao contrário, o menino de rua que vive em total desesperança, alienado da sociedade e cada vez mais distante da cidadania, sente-se (ele) incapacitado de recuperar-se moto próprio , por faltar-lhe uma mão estendida para DAR-LHE SUPORTE E FORÇA. Daí para que sucumba diante do vício, da criminalidade e da descrença, a distâncias será mínima.
É certo que para os males físicos existem remédios para debelá-los ou para minorar os sofrimentos, enquanto que para os males de ordem moral, a distância e a oportunidade crescem vertiginosamente tornando-se quase inacessível.
Outrossim, é sabido que as dores de ordem moral ficam indelevelmente impregnadas no âmago de suas vítimas. Poucos, muito poucos, são capazes e suficientemente fortes para buscar, por força própria a sua recuperação e retomar à senda do bem, enquanto uma grande maioria sucumbe por não conseguir acreditar: PRIMEIRO em si mesma; e SEGUNDO na própria sociedade que lhe cerca, exatamente por ter assistido com indiferença, desde o início, a sua derrocada.
Acresce dizer, ainda, que a sociedade tem por hábito desculpar-se alegando que tais problemas são exclusivamente da responsabilidade dos governantes.
A sociedade resigna-se diante dos acontecimentos porque não sabe o que quer e não concebe alternativas para a incompetência, a leviandade e o cinismo que apontam como principais causas os flagrantes defeitos dos políticos, resguardadas as honrosas exceções. Falta-lhe, sim, um projeto; falta-lhe ânimo para ter fé em si mesma. De resto, sente-se órfã. A rigor não reconhece em ninguém o seu representante. Somos uma sociedade ágrafa (que não está escrita), que informa-se pelo rádio, televisão e pelo ouvir dizer ... Assim caminhamos rumo às reformas, que são feitas ao bel-prazer dos políticos, sem qualquer consulta prévia aos reais interesses da população. Servir ao povo, na dicção do Ritual de Aprendiz do Rito Brasileiro – Edição 2003, não é, porém, cortejá-lo, e sim instruí-lo e engrandecê-lo.
Urge, pois, pensemos com urgência na preservação da instituição FAMÍLIA, sob todos os aspectos, para que do seu seio consigamos reestruturar uma sociedade exemplar, apta a conduzir os seus próprios destinos.
Como se não bastasse a veiculação indiscriminada de fotos e vídeos eróticos e obscenos pela rede mundial, destarte, deveremos combater, com urgência­ urgentíssima, os desvios de ordem moral e debelar a venda escancarada do erotismo e da pornografia, as quais, sem pedir permissão, invadem os nossos lares impregnando-os de convites espúrios, maculando a outrora consciência limpa do jovem adolescente, acenando-lhe com apelos à degradação moral e física, sem, contudo, mostrar-lhe o preço real da desgraça que se avizinha, pela desonra.
A lei codificada, os usos e os costumes, aliados aos propósitos da Maçonaria, nos encorajam confiar de que da nossa decisão, consciente e unida, será possível contribuir de forma objetiva, imediata e honrada, como honrados devemos ser, tornando possível construir, desde já, uma nova sociedade mais justa e consciente dos seus reais deveres, imune à corrupção, debeladas a violência, a fome, a miséria, o analfabetismo, a prostituição juvenil e do adolescente, combatendo a criminalidade e os vícios, sem deixar, também, de amparar aos idosos, já que eles representam a própria história.
A família, para a Maçonaria, tem o merecimento que lhe atribuiu o Irmão Rui Barbosa, no início do século passado, em seu discurso - antológico - no Colégio Anchieta, no qual conceitua Pátria e Família como sendo da mesma substância, ao apregoar: "Pátria é a família amplificada".
A Família - a célula-mãe; a Pátria – a família amplificada. (RB Palavras à Juventude). Para aquele preclaro e conspícuo Maçom "a família, divinamente constituída, tem por elementos orgânicos a honra, a disciplina, a fidelidade, a benquerença, o sacrifício. “É uma harmonia instintiva de vontades, um tecido vivente de almas entrelaçadas. E aconselha assim ...multiplicai a célula e tendes o organismo. Multiplicai a família, e tereis a Pátria".
Portanto, respeitar a existência da família e contribuir para seu fortalecimento, advém daí as portas abertas ao exercício do sentimento de patriotismo, que não se pede, mas que o tem como dever, cada cidadão. Aliás não apenas o cidadão. O Estado, no Brasil, também tem a sua quota de responsabilidade, definida na própria Constituição vigente.
Dito isso, cremos que o verdadeiro Maçom tem, por conseguinte, uma pesada responsabilidade perante a Ordem, seus Irmãos e, imperativamente, perante à sua família.
Em conclusão, deixaria, para reflexão, a seguinte:
Oração pela Família - (Pe. Zezinho, SCJ)
Que nenhuma família comece em qualquer de repente.
Que nenhuma família termine por falta de amor.
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente.
E que nada no mundo separe um casal sonhador.
Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte.
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois.
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte.
Que eles vivam do ontem, no hoje em função de um depois.
Que a família comece e termine sabendo onde vai.
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai.
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor.
E que os filhos conheçam a força de onde brota o amor.
Que marido e mulher tenham força de amar sem medida.
Que ninguém vá dormir sem pedir ou dar seu perdão.
Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida.
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão.
Que marido e mulher não se traiam nem traiam seus filhos.
Que o ciúme não mate a certeza do AMOR entre os dois.
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho.
Seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois.
MUITO OBRIGADO!
BIBLIOGRAFIA
1. A FAMÍLIA PODE SER FELIZ - Neco Simões e Priscila Kaschel Simões - Editora IFC – São Paulo, 2001
2. A NOVA FAMÍLIA: Problemas e perspectivas - Jacques Comaille - Editora Renovar, Rio de Janeiro, 1997

3. PAIS E FILHOS: COMPANHEIROS DE VIAGEM (44a. edição).
Roberto Shinyashiki - Editora Gente, Rio de Janeiro, 2004

4. UM AMOR CONQUISTADO: O MITO DO AMOR MATERNO -Elizabeth Badinter (Tradução de Waltensir Dutra) - Editora Nova Fronteira, São Paulo, 2003
(*) Trabalho apresentado pelo Ser.´. Irmão JOSÉ ROBSON GOUVEIA FREIRE, Gr.´. 33º, M.´. I.´. , por ocasião do Tempo de Estudos da Sessão Ordinária no Grau de Apr.´. Maç.´. , realizada dia 10/04/2007, pela ARLS JEREMIAS PINHEIRO MOREIRA nº 2099 - REAA - Or.´. de BRASÍLIA-DF

 

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